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População de rua e a Violência

Moradores em estado de rua sofrem diariamente com a exclusão e invisibilidade atribuída a eles. São colocados, por muitas pessoas, à margem da sociedade e ignorados pelo poder público. Cada um com motivos que os levaram a fazer da rua sua casa. 

Por Thaynara Santos, Paula Alburqueque, Leonildes Nazar, Fernando Santos, Kadu Barros e Luiz Gustavo Câmara*

 

Usuários de drogas ilícitas, sem o apoio do Estado e da família para o tratamento do vício, preferem ou são obrigados a viver nas ruas. Os envolvidos em problemas familiares, os desempregados que não acharam nenhuma outra forma de sustento, acabam optando pela rua como moradia.

As pesquisas realizadas por secretarias de assistência social dos grandes municípios brasileiros que tentam mensurar o número de pessoas em situação de rua são muitas, mas o conflito de dados é grande e a cobertura é pequena. Duas das maiores dificuldades encontradas é a falta de um endereço fixo e a diversidade dos grupos. Isso dificulta a criação de políticas públicas para auxiliar essa parcela da população.

O perfil do morador de rua

Segundo uma pesquisa publicada pelo IPEA, com base em dados de 2015 estima que o Brasil tenha pouco mais de 100 mil pessoas vivendo nas ruas. A estimativa da População em situação de rua no Brasil afirma que os grandes municípios abrigavam, naquele ano, a maior parte dessa população. Das 101.854 pessoas em situação de rua, 40,1% estavam em municípios com mais de 900 mil habitantes e 77,02% habitavam municípios com mais de 100 mil pessoas.
Sendo assim, a região Sudeste, que abriga as três maiores regiões metropolitanas do país, possui 48,89% da população em situação de rua. Por sua vez, na região Norte, habitam apenas 4,32% da população nacional em situação de rua. Mulheres, crianças e idosos que vivem na rua são as maiores vítimas de violência doméstica, seja ela física ou psicológica.
O morador de rua brasileiro, segundo estudos realizados em 2008 pelo MDS (Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome) são, em sua maioria, homens pretos (29,5%), pardos (39%) e brancos (27,9%). Com mais de 18 anos, alfabetizados, usuários de drogas e sem vínculo com a família. As cidades escolhidas pelos pesquisadores foram as com mais de 300 mil habitantes e foram ouvidas 31.922 pessoas. Continue lendo

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CORREDOR CULTURAL OBASSYLENE

Por Regina Prado e Renato Dória* 

Em 2005 Sidilene Vieira, integrante do grupo teatral Raiz da Liberdade foi selecionada como empreendedora da Incubadora Afro Brasileira, com a seleção surgiu a idealização do Corredor Cultural Obassy.

     À princípio a intenção era transformar o grupo em uma empresa gestora de  cultura.

     Em 2006 com o falecimento de D. Obassy, idealizadora do grupo teatral e articuladora sócio-cultural da comunidade o projeto foi repensado visando à partir de então a mudança da Rua Salatiel no Corredor Cultural Obassy, contudo por falta de consenso entre os membros do grupo Sidilene afastou-se pacíficamente, engavetando lamentavelmente sua idealização.

     Em 2016 Cilene Regina,assistente social formada pela Puc R.J,militante comunitária e assim como Sidilene, Dayse,Lenise e Cristiane filha de D. Obassy falece aos 50 anos causando grande comoção no grupo e na Cidade de Deus, despertando assim o desejo de ressuscitar o projeto.

    A perda de Cilene amadureceu o grupo, hoje estão empenhados em gerar esse filho tão almejado chamado Corredor Cultural Obassylene, pretendem criar um oásis como contraponto em meio ao caos que se transformou a amada Cidade de Deus, palco constante de violências destruindo a vida de inocentes com a dita bala perdida.   Continue lendo

Camelôs fazem manifestação no Centro do Rio contra fiscalização violenta da Prefeitura

Trabalhadores tiveram mercadorias apreendidas e foram impedidos de trabalhar 

Por Victor Barreto*

Concentração do ato na Candelária. Na camisa: Campanha de combate a criminalização do comércio informal. Movimento Unidos dos Camelôs (MUCA)

Concentração do ato na Candelária. Na camisa: Campanha de combate a criminalização do comércio informal. Movimento Unidos dos Camelôs (MUCA)

 Um protesto chamado “O camelô é meu amigo. Mexeu com ele, mexeu comigo” reuniu  camelôs nesta quarta (11.04), no centro do Rio, para denunciar a violência da Prefeitura contra os vendedores ambulantes. O Movimento Unido dos Camelôs (MUCA) convocou a manifestação pela manhã, com concentração em frente a igreja da Candelária e saída, em passeata, até a Prefeitura.

Entre outros assuntos, a pauta continha a violenta ação da Guarda Municipal e fiscais da Prefeitura, na noite do dia 7 de abril (sexta feira), para apreender mercadorias e impedir o trabalho dos camelôs. Alguns contam que, na ocasião, a Guarda Municipal e os fiscais da Prefeitura “varreram” diversos pontos do Centro do Rio e da Zona Sul como, por exemplo Av. Presidente Vargas, Lapa e as praças XV, Mauá, Tiradentes e São Salvador. Durante o protesto, os camelôs reafirmaram que não vão deixar de trabalhar, apesar da repressão. Continue lendo