A educação estadual agoniza

Greves e fechamento de escolas marcam os 6 anos do governo Sérgio Cabral

Por Rodrigo Barrenechea, diretor do Sepe

Ao contrário do que afirmam os governantes do Rio de Janeiro, a situação da escola pública estadual não é das melhores. Falta de professores, baixos salários e escolas fechadas marcam o governo Cabral, especialmente sob a gestão do secretário de educação Wilson Risolia. Nos últimos 10 anos, mais de seiscentas escolas foram fechadas e o piso salarial dos professores, apesar dos últimos aumentos, ainda é dos piores do país.

Educadores lotam assembleia em frente à Alerj no dia 27/8 || Foto: Barrenechea

Educadores lotam assembleia em frente à Alerj no dia 27/8 || Foto: Rodrigo Barrenechea

Além disso, outros obstáculos se apresentam: pais, professores, funcionários e alunos não podem eleger os diretores de suas escolas. Isso os coloca a mercê do governo, que indica pessoas de sua confiança e não da comunidade. Bibliotecas são convertidas em “salas de leitura”, para que não sejam contratados bibliotecários, e não era realizado concurso público para funcionários desde 1993, até uma recente seleção para inspetores escolares.

Contudo, as autoridades do Estado do Rio afirmam que ocorreram grandes avanços na educação pública estadual. Só que os índices de desempenho mostram o oposto, a fuga dos alunos das escolas aumentou e, numa população que cresce, o número de escolas diminui. Algo está errado…

Os educadores da rede estadual estão, mais uma vez, em greve

Nos últimos cinco anos, houve pelo menos três greves de professores e funcionários. Segundo o que foi divulgado recentemente, três professores se afastam a cada dia da rede. A falta de profissionais em algumas matérias, como física, é permanente. De acordo com Dayse Oliveira, diretora do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação, “o governo está fechando escolas, acabando com o primeiro segmento do ensino fundamental, a antiga 1ª a 4ª séries. Isso vai fazer com que faltem alunos no segundo segmento e no ensino médio”.

Ainda segundo Dayse, a greve deste ano, ao contrário das expectativas, é “surpreendente, heroica. É uma greve que está sendo realizada por comitês de escola, por reuniões de escola, pelo Facebook. Hoje, nossa greve é para garantir o direito à educação, que o governo está querendo acabar com isso. Para garantir nossos empregos, e a manutenção de uma rede pública importante”.

Em assembleia nesta última quarta-feira, 4/9, os profissionais de educação decidiram manter a greve. A sede da Secretaria Estadual de Educação, no Centro, foi ocupada por parte dos trabalhadores da educação.

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