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Baixe e leia a cartilha para discutir política de drogas

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O Movimentos nasce da necessidade de nos fazer ouvir no debate sobre política de drogas. No Brasil, a ferramenta dos governos para lidar com as drogas ilícitas é a guerra, que tem na favela seu palco principal. Por isso nós, jovens de várias favelas e periferias do Brasil, defendemos que uma nova política de drogas para as nossas cidades e para o nosso país é urgente.

A guerra às drogas afeta diretamente o nosso dia-a-dia. Para nós, significa escolas fechadas, mudança na rotina, medo de sair de casa, preocupação extrema com o nosso bem-estar e o da nossa família. Em nome dessa guerra, o Estado justifica uma série de violações de direitos contra nós, jovens de favelas e periferias.

Mas essa guerra não é nossa. Não fomos nós que declaramos a guerra às drogas. Não fomos nós que decidimos que algumas drogas seriam consideradas legais e outras, ilegais. Mas somos nós que morremos por conta dela.

O fracasso da guerra às drogas já é reconhecido por vários políticos, por parte da sociedade, por acadêmicos e ativistas no Brasil e no mundo. O consumo de drogas não diminuiu, o comércio ilegal não acabou. Ao contrário, a guerra às drogas trouxe mais violência, corrupção e desigualdade do que se poderia imaginar. Por conta dela, temos perdido a potência de uma geração de jovens – em sua maioria, negros – que, assassinados ou presos, acabam virando estatística.

Só que, nesse debate, a voz da favela continua sendo excluída. Falam sobre nós, e em nosso nome, mas quase nunca ouvem o que nós temos a dizer.

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Jornal Voz das Comunidades (JVC) – Um jornal a serviço das Comunidades Indígenas, Quilombolas, Camponesas, Operárias e Populares

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Apresentação do JVC- Jornal Voz das Comunidades Nº 32

Amigos leitores/as, aí está a Capa do JVC nº 32, a edição que mais demorou a sair. Pouco
dinheiro em caixa. Muitas tarefas na base. Trabalho para ganhar o pão. Conjuntura
complicada. Chegamos a ter dúvida se o JVC sairia. Mas graças à dedicação de dezenas de
voluntários conhecidos e anônimos, conseguimos concluir mais um número do nosso Jornal,
feito por autodidatas. Porém, no final nasceu uma luz no final do túnel.

A partir do próximo ano, o JVC será editado por uma equipe maior. Durante cada edição (três por ano) teremos um Curso para os colaboradores do JVC. O objetivo é formar mais militantes para assumirem o projeto político do Jornal. Os cursos, além de formação técnica, terão também formação política. Assim estará garantida a continuidade do JVC por mais dois anos. Na Assembleia de janeiro, vamos concretizar o plano.

Nesta edição, além das boas notícias das comunidades de base, dos quatro setores do povo (indígena, quilombola, camponês e operário – trabalhador urbano), levantamos duas questões para aprofundamento: O que é Consciência de Classe, na Conjuntura; e a questão racial x quilombola, no 20 de novembro. Não queremos ser polêmicos, mas dialogar a partir da estratégia e não só das táticas. Acreditamos que a frente popular a partir da base se constrói
em cima de princípios a longo prazo e não apenas de interesses imediatos.

Desejamos um Feliz Natal a todos/as. Aqui, onde editamos o JVC, o Natal será na associação
dos trabalhadores de material reciclável. Na celebração, vamos oferecer de presente para
Jesus, nossos trabalhos comunitários, inclusive, o JVC nº 32.

Desejamos a todos/as, um Ano Novo com muita fé no povo, para construir o poder popular.
Aos participantes do 14º Intereclesial das CEBs, em Londrina, desejamos sucesso nas
discussões sobre a grave situação dos moradores dos centros urbanos.

Feliz Natal e saúde para todos/as!
Equipe de editores.

Sob Crivella, Rio faz convênio com banco de Edir Macedo

Publicado por The Intercept Brasil

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A SECRETARIA MUNICIPAL de Fazenda do Rio de Janeiro publicou na quarta-feira, 6 de setembro, em Diário Oficial, o extrato de um contrato que permite ao Banco A.J. Renner S/A a realização de empréstimos consignados com desconto em folha de pagamento de todos os servidores ativos e inativos da prefeitura. A medida chama a atenção já que um dos acionistas da instituição financeira, que tem sede no Rio Grande do Sul, é a B.A Empreendimentos e Participações, holding do Grupo Record, que tem entre seus sócios Edir Macedo, tio de Marcelo Crivella e líder da Igreja Universal do Reino de Deus, da qual o prefeito é bispo licenciado.

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