DE OLHO NA VIDA: Policial carrega fuzil e aponta para crianças de sete anos no morro Jorge Turco, na Zona Norte do Rio

Por Marlon Gangazumba,  – Publicada na 9ª edição do jornal Vozes das Comunidades

Crianças brincavam com réplicas de fuzis de pedaços de cano e madeira feitas por elas próprias na Rua Guaré quando foram constrangidas por policiais no último dia 1º de agosto. Os meninos apontavam seus fuzis de brinquedo para o ar e dançavam ao som de funk “proibidão”, que não pode ser veiculado nas rádios comerciais.

Segundo Z., uma das crianças Brincadeira de criança termina com ameaça de policial armado constrangidas, os policiais chegaram gritando para desligar o som, e um deles carregou a arma e apontou para as crianças. Assustadas, elas jogaram os brinquedos no chão e correram para a casa do amiguinho mais próximo.

No Jorge Turco a influência do tráfico é muito forte. Somando os conflitos entre traficantes e as ações violentas e desastradas da polícia, o resultado é uma triste realidade de cultura de violência. As crianças encenam a realidade em suas brincadeiras com suas armas de brinquedo e a polícia as reprime com armas de
verdade. Esta é a forma como o Estado lida com as crianças da favela.

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