Diário de uma invasora

Por Adriana Medeiros
Esse Diário de uma invasora foi escrito durante as ameaças de despejo aos antigos moradores do Horto – Rio de Janeiro – ocorridas entre 2010 a 2012. Foi publicado em 2012, pela editora Livre Expressão. Fatos e questões atuais da cidade maravilhosa, o livro nos leva a conhecer de forma emocionante, bem humorada e investigativa o surgimento das famílias locais e suas estórias de luta pela preservação ambiental das áreas do Horto, Jardim Botânico e Parque Laje em vários momentos históricos do Brasil – décadas de 60, 70 até os dias de hoje.

A talentosa autora – tataraneta de um precursor da região – escreve com a idade de “Com Licença, mas eu Vou à Luta!”. Ou seja, a idade dos inconformados 16 anos.

Uma jovem de hábitos jovens como: estudar, sair com os amigos e que gostava de banho de chuva, natureza e detestava matemática, um dia se descobriu invasora, favelada e ilegal através das notícias dos jornais. Com o apoio da família, dos amigos e muita determinação ousou conhecer sua própria história e a de seu país. Enfrentou verdades e mentiras da imprensa, aprendeu a mobilizar-se na escola e nas ruas pelos seus direitos e desvendou a má política, no caso, a política que se apropria do discurso da ecologia para imunizar-se contra críticas e ocultar os direitos universais do indivíduo. Cresceu.

Hoje, março de 2013, essa história caminha para um desfecho. Um interessante debate sobre direitos de moradia, legislação ambiental e patrimônio da União está ocorrendo. Até agora, o IPHAN, órgão federal responsável pelo patrimônio nacional, determinou que a moradia dessas famílias centenárias não está dentro dos limites da área de preservação ambiental do Jardim Botânico. O presidente do mesmo, Lizt Vieira foi exonerado. (jornal O Globo, 29-03-2013.)

Apreciem o livro e não percam os próximos capítulos de nossa história!

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