Mulheres: uma luta que deve ser diária

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Apresentação do Teatro do Oprimido no calçadão de Campo Grande (Foto: Gizele Martins)

Por Gizele Martins

Com teatro, música, panfletagem e muita emoção foi realizado o ato ‘Pelo Dia Internacional da Mulher’, na manhã do dia 12 de março, no calçadão de Campo Grande. Aproximadamente 40 mulheres estiveram presentes, sem contar nas que passavam pelo local e paravam para ouvir, participar e ver a encenação feita pelo Teatro do Oprimido 12, do Conjunto de Favelas da Maré.

A organização do ato foi feita pelas mulheres que fazem parte do Instituto de Formação Humana e Educação Popular (Iphep), de Campo Grande. Ecleuteria Amora da Silva, umas das participantes da Camtra, foi uma das apoiadoras. Para ela, realizar um ato como este e no calçadão foi muito importante para a luta e defesa das mulheres trabalhadoras. “É importantíssimo que a gente ocupe todos os espaços. A gente deve levar sempre informações em defesa das mulheres. Além disso, temos que combater sempre a violência cometida às mulheres trabalhadoras”, disse.

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Ato pelo Dia Internacional das Mulheres no calçadão de Campo Grande (Foto: Gizele Martins)

Durante toda a manhã, diversas mulheres colocaram as suas vozes no microfone que ficou aberto para quem quisesse falar. Em algumas das falas apareciam também a forma de como as mulheres mais novas são tratadas por causa da roupa que vestem. Apareceram relatos ainda de que muitas são impedidas de saírem tarde da noite por causa do machismo, pois existe um medo de que possam ser violentadas, estupradas e difamadas por causa do timo de roupa.

Outra abordagem, foi sobre as mulheres idosas, pois quando chegam nesta idade, muitas delas sofrem de depressão, sofrem a solidão, sofrem também por serem maltratadas em serviços públicos quando vão buscar atendimentos.

Ou seja, em qualquer idade as mulheres sofrem apenas pelo fato de terem nascido mulheres. Por isso, a importância de que mais mulheres falem de si, encorajam outras, coloquem suas opiniões e denúncias contra o machismo. Atos, debates, teatros e músicas sobre o tema das mulheres devem ser sempre colocados em todos os espaços, dentro das universidades e, principalmente, nas ruas. Este é um debate que deve ser sempre lembrando para além do ‘Dia Internacional das Mulheres’.

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