Arquivos da categoria: Comunicação popular

Camelôs fazem manifestação no Centro do Rio contra fiscalização violenta da Prefeitura

Trabalhadores tiveram mercadorias apreendidas e foram impedidos de trabalhar 

Por Victor Barreto*

Concentração do ato na Candelária. Na camisa: Campanha de combate a criminalização do comércio informal. Movimento Unidos dos Camelôs (MUCA)

Concentração do ato na Candelária. Na camisa: Campanha de combate a criminalização do comércio informal. Movimento Unidos dos Camelôs (MUCA)

 Um protesto chamado “O camelô é meu amigo. Mexeu com ele, mexeu comigo” reuniu  camelôs nesta quarta (11.04), no centro do Rio, para denunciar a violência da Prefeitura contra os vendedores ambulantes. O Movimento Unido dos Camelôs (MUCA) convocou a manifestação pela manhã, com concentração em frente a igreja da Candelária e saída, em passeata, até a Prefeitura.

Entre outros assuntos, a pauta continha a violenta ação da Guarda Municipal e fiscais da Prefeitura, na noite do dia 7 de abril (sexta feira), para apreender mercadorias e impedir o trabalho dos camelôs. Alguns contam que, na ocasião, a Guarda Municipal e os fiscais da Prefeitura “varreram” diversos pontos do Centro do Rio e da Zona Sul como, por exemplo Av. Presidente Vargas, Lapa e as praças XV, Mauá, Tiradentes e São Salvador. Durante o protesto, os camelôs reafirmaram que não vão deixar de trabalhar, apesar da repressão. Continue lendo

Filme sobre comunidade São José Operário é lançado na Escola Padre Butinhá

Por Miguel Pinho

Foto após a exibição do filme

Foto após a exibição do filme

No dia 23/04, no finzinho da tarde, a escola Padre Butinhá recebeu a première do filme Irmão do Morro. O filme fala sobre a história da favela São José Operário, que fica na Praça Seca, através da ótica de seus moradores. O documentário foi produzido por alunos da turma de comunicação popular do Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC) de 2015 e dirigido por Bruno Lima, morador da comunidade e também aluno do curso.

Na história aparece com destaque um importante personagem da comunidade, o Padre Frank. O religioso ajudou na organização da comunidade nas reivindicações por luz, água e saneamento básico.  E este é um dos aspectos importantes do filme, que é mostrar a luta dos moradores de São José Operário por dignidade.

Para Bruno Lima, a oportunidade de fazer o filme veio através do NPC para contar a história de vida das pessoas que residiam e residem na comunidade. E mesmo com as lutas da comunidade por seus direitos, ainda hoje a São José Operário enfrenta problemas. “Ainda hoje a gente sofre como há 30 anos com a falta d’água. Você vê pessoas tendo que colocar lata d’água na cabeça para levar água potável para dentro da sua casa.”

O filme é importante como registro histórico. Também mostrar o que existe na comunidade para além da violência e da precariedade, ou seja, que lá existem pessoas sonhando e lutando por um vida melhor. Para o diretor, “as pessoas sabem que o morro é uma área de instabilidade social, extremamente violenta, e no filme a gente mostra que não é só isso, lá também tem moradores trabalhadores. Eles (os moradores) com certeza vão receber bem o filme e vão gostar bastante porque conta um pouco da história deles. Vai ser uma grande festa, porque tudo no São José termina numa grande festa.”

Confira o trailer do Irmão do Morro: