Arquivos da categoria: Curso de 2013

Entrevista: Historiadora e Arquiteta Juliana Oakim fala sobre planejamento urbano

Por Eduardo Araujo, da Turma de 2013 do Curso de Comunicação Popular NPC 

O Jornal ‘Vozes das Comunidades” entrevistou a Historiadora e Arquiteta Juliana Oakim, no Instituto dos Arquitetos do Brasil IAB-RJ. Ela nos falou um pouco sobre a história da evolução urbana no Rio de Janeiro, tema sobre o qual desenvolve seu trabalho como pesquisadora do Programa de Pós-graduação em História pela Universidade Federal Fluminense. A entrevista não chegou a ser publicada no jornal por falta de espaço, mas está aqui no blog do Curso. Confira!

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Reduzir maioridade penal não diminui violência

Para delegado, criminalidade deve ser encarada com prevenção e direitos de crianças e adolescentes precisam ser garantidos

 Por Ana Marcela Terra, Marcia Aguiar, Marina Schneider e Renan Ferreira

O Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) realizou um ato no dia 14 de agosto, em Brasília, contra as propostas de emenda constitucional que pedem a redução da maioridade penal no Congresso Nacional. Hoje há pelo menos seis projetos que pretendem reduzir a maioridade penal para 16 ou 14 anos e que devem ser analisados de forma conjunta.

zacconneO delegado de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Orlando Zaccone, acredita que este não é o caminho para reduzir a criminalidade. Ele lembra que o Brasil é o 4o país que mais prende no mundo, e nem por isso é um dos menos violentos. “As crianças e adolescentes são vítimas deste sistema capitalista que só pensa em punir. Devemos prender menos”, opina.

Segundo Zaccone, o crime é uma questão social que deve ser encarada com foco principal na prevenção. Isso inclui o acesso das crianças e adolescentes a políticas públicas como educação, saúde e lazer, entre outras. “Enquanto as pessoas acreditarem que o crime é questão de polícia, elas vão reforçar a tese de que a repressão é capaz de resolver os problemas ruins, e não é”. Para ele, a sociedade deveria exigir que os direitos de crianças e adolescentes fossem garantidos.

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Educação no Rio: Uma greve vitoriosa

Por Max laureano

maxChegam de forma tímida. Olham ao redor procurando alguém conhecido. Outros vêm em grupos das escolas. São profissionais da Educação da cidade do Rio de Janeiro. Comparecem a mais uma assembleia de sua categoria, após uma greve de um mês e dois dias. Impensáveis 32 dias, para quem não fazia greve há 19 anos. Os olhares de cansaço se misturam à sensação de dever cumprido. Parecem dizer com orgulho: “Sim, sou professor. Sim, sou merendeira, sou auxiliar de creche, agente educador. E sim, fiz greve”.
Os profissionais da Educação, da maior rede pública municipal da América Latina demonstraram garra, coragem e disposição de luta. Mesmo depois de 19 anos, enfrentaram medos, discursos de assédio moral, ameaças de corte de ponto por parte do Prefeito, da secretária e de diretores de escola.
Mas mesmo assim, assembleia após assembleia, lotaram ruas, praças. A cada ameaça, a cada mentira lançada pela prefeitura através da “grande mídia”, as reuniões por escolas aumentavam, as assembleias locais se tornavam massivas. As assembleias gerais tinham que passar a ser em lugares cada vez maiores. A vontade de lutar, a disposição de enfrentar os inimigos da Educação Pública já não cabiam em clubes, ginásios.
A praça, aquela que o poeta dizia ser do povo, como o céu é do Condor, virou o teatro a céu aberto. Os atores principais? Uma categoria orgulhosa por reconquistar sua autoestima como ser social, bem vista e aplaudida nas ruas. O coro da peça? Esse gritava, bem alto, para quem quisesse ouvir “A Educação Parou! A Educação Parou!”; “A greve continua! Prefeito, a culpa é sua!” e “O SEPE SOMOS NÓS, NOSSA FORÇA, NOSSA VOZ!” Continue lendo