Arquivos da categoria: Jornal Vozes das Comunidades 2013

‘Democracia’ é tema de plenária da ENSP, na Fiocruz

12974436_1690936981194078_6551565633506797112_nPor Gizele Martins

Inúmeros movimentos sociais, partidos políticos de esquerda, professores e diretores de universidades e entidades de classe, estiveram presentes na manhã do dia 30 de março, no evento Tribuna Livre, organizado pela Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (ENSP), na FioCruz. A instituição, localizado na Zona Norte do Rio de Janeiro, e reconhecida internacionalmente pelo seu trabalho em pesquisas no campo da saúde, realizou o evento para afirmar o seu compromisso com a democracia brasileira diante desta tentativa de golpe.
Mesmo reafirmando a sua defesa pela democracia, as quase quatro horas de falas das entidades e movimentos presentes foram propostas também para que cada um colocasse suas avaliações sobre esses anos do governo PT: A falência do SUS; as condições das periferias; o desemprego; a promessa de uma reforma agrária que nunca aconteceu; o aumento no número de assassinatos aos indígenas e diversos outros problemas foram pontuados pelo público.
Alexandre Pessoa, professor e pesquisador na Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, Fio Cruz, colocou outras críticas tanto em relação à segurança pública, quanto às empresas que dominam o país: “As empresas comandam. As milícias continuam aumentando o seu poder de domínio nos territórios empobrecidos. Diante disto, qual o papel do Estado? Parece que ele se sustenta com essas relações de poder. Precisamos aprofundar esses debates”, falou.
De acordo com Darcilia Alves, moradora de Manguinhos, esta tentativa de golpe é uma afronta ao povo pobre por causa de algumas conquistas que esta parcela da população começou a ter depois da chegada do PT ao governo. “Este golpe é contra o nosso povo. É contra as nossas conquistas”, afirmou a moradora.
Foram aproximadamente 40 falas colocando as críticas, mas também afirmando o quanto seria um retrocesso ao país um golpe neste momento. Foi um bom debate e uma boa análise sobre os momentos atuais também, por isso, para Hermano Castro, diretor da ENSP, plenárias como estas são mais que necessárias sempre. “Todos precisam se colocar e a ideia é que a Tribuna seja permanente”, finalizou o diretor.

Reduzir maioridade penal não diminui violência

Para delegado, criminalidade deve ser encarada com prevenção e direitos de crianças e adolescentes precisam ser garantidos

 Por Ana Marcela Terra, Marcia Aguiar, Marina Schneider e Renan Ferreira

O Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) realizou um ato no dia 14 de agosto, em Brasília, contra as propostas de emenda constitucional que pedem a redução da maioridade penal no Congresso Nacional. Hoje há pelo menos seis projetos que pretendem reduzir a maioridade penal para 16 ou 14 anos e que devem ser analisados de forma conjunta.

zacconneO delegado de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Orlando Zaccone, acredita que este não é o caminho para reduzir a criminalidade. Ele lembra que o Brasil é o 4o país que mais prende no mundo, e nem por isso é um dos menos violentos. “As crianças e adolescentes são vítimas deste sistema capitalista que só pensa em punir. Devemos prender menos”, opina.

Segundo Zaccone, o crime é uma questão social que deve ser encarada com foco principal na prevenção. Isso inclui o acesso das crianças e adolescentes a políticas públicas como educação, saúde e lazer, entre outras. “Enquanto as pessoas acreditarem que o crime é questão de polícia, elas vão reforçar a tese de que a repressão é capaz de resolver os problemas ruins, e não é”. Para ele, a sociedade deveria exigir que os direitos de crianças e adolescentes fossem garantidos.

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Petroleiros querem Petrobrás 100% estatal e a serviço do povo

Por Maximiano Laureano e Dirley Santos

Manifestantes do país inteiro têm saído às ruas para dizer não aos leilões do petróleo e defender a exploração deste bem natural pelo Estado brasileiro. “O petróleo deveria ser controlado por meio de uma empresa estatal, como a Petrobrás. Os recursos deveriam ser controlados por câmaras populares, que diriam onde estes seriam investidos, para atender à saúde, educação e transportes públicos de qualidade, saneamento básico e moradias populares”, afirma o petroleiro Brayer Grudka, diretor do Sindicato dos Petroleiros do Rio (Sindipetro). Nesta entrevista, Brayer fala sobre a importância da campanha em defesa do petróleo a serviço do povo. Continue lendo