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Camelôs fazem manifestação no Centro do Rio contra fiscalização violenta da Prefeitura

Trabalhadores tiveram mercadorias apreendidas e foram impedidos de trabalhar 

Por Victor Barreto*

Concentração do ato na Candelária. Na camisa: Campanha de combate a criminalização do comércio informal. Movimento Unidos dos Camelôs (MUCA)

Concentração do ato na Candelária. Na camisa: Campanha de combate a criminalização do comércio informal. Movimento Unidos dos Camelôs (MUCA)

 Um protesto chamado “O camelô é meu amigo. Mexeu com ele, mexeu comigo” reuniu  camelôs nesta quarta (11.04), no centro do Rio, para denunciar a violência da Prefeitura contra os vendedores ambulantes. O Movimento Unido dos Camelôs (MUCA) convocou a manifestação pela manhã, com concentração em frente a igreja da Candelária e saída, em passeata, até a Prefeitura.

Entre outros assuntos, a pauta continha a violenta ação da Guarda Municipal e fiscais da Prefeitura, na noite do dia 7 de abril (sexta feira), para apreender mercadorias e impedir o trabalho dos camelôs. Alguns contam que, na ocasião, a Guarda Municipal e os fiscais da Prefeitura “varreram” diversos pontos do Centro do Rio e da Zona Sul como, por exemplo Av. Presidente Vargas, Lapa e as praças XV, Mauá, Tiradentes e São Salvador. Durante o protesto, os camelôs reafirmaram que não vão deixar de trabalhar, apesar da repressão. Continue lendo

DALVA CORREIA fala sobre a árvore de natal com fotos de jovens assassinados pela violência do Estado

Na última sexta-feira, dia 16 de dezembro de 2016, mães de jovens assassinados pela violência do Estado montaram na cinelândia, uma árvore de Natal com fotos dos seus filhos. Entre elas está a moradora do morro do Borel, DALVA CORREIA, mãe de Thiago Correia da Silva que foi assassinado no Borel em 2003. No vídeo ela conta um pouco da sua história para o NPC.

Em breve estaremos lançando outros vídeos com essas mães. Aguardem.
https://www.youtube.com/watch?v=Cb1xcfv6iv0&feature=youtu.be

Museu da Maré comemora 10 anos com muitos desafios pela frente

Por Miriane Peregrino

Muito o que comemorar por seus 10 anos de existência e muito pelo que continuar lutando também. A ameaça de despejo iniciada pelo Grupo Libra, empresa proprietária do imóvel onde o Museu da Maré está instalado, permanece em vigor e a empresa continua intransigente nas negociações. 

Alunos do curso de comunicação comunitária do jornal o cidadão fazem aula no museu da maré no sábado, 7 de maio.

Alunos do curso de comunicação comunitária do jornal o cidadão fazem aula no museu da maré no sábado, 7 de maio.

Um museu de baixo pra cima

Neste domingo de Dia das Mães, a casa da memória mareense, o Museu da Maré, completa 10 anos. Inaugurado em 8 de maio de 2006 por um grupo de moradores da Maré, no maior conjunto de favelas do Rio de Janeiro, o museu é uma referência nacional e internacional na área de museologia social. Isso não só porque preserva a memória das classes populares mas também por ser uma iniciativa que parte de dentro pra fora da favela, de baixo pra cima, movendo o centro do poder decisório do que é memorável na cidade.

“O museu constrói uma história vista de baixo e que se desvincula da historiografia oficial que é sempre a história dos vencedores, a história que a gente é acostumado a ouvir desde criança” – observa o historiador e morador da Maré, Humberto Salustriano, 37. – “Então, o Museu da Maré é a oportunidade de contar essa história do ponto de vista daqueles que são sempre considerados subalternos, ‘os vencidos’. O museu tem sua importância por causa disso. É uma contra hegemonia”. Continue lendo